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December 8, 2012
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Odisséia em Cinco Terras
Presente

         Era uma manhã ensolarada típica para esta época do ano na região de Taskria no continente Korelle. De uma humilde vila chamada Probos um jovem rapaz saia dela, ele aparentava ter no máximo 18 anos, estava humildemente vestido, a camisa estava um tanto encardida, as calças um poucos rasgadas e os sapatos que usava também estavam em um estado pouco agradável. O rapaz carregava uma mochila de porte médio, nela havia comida e bebida para alguns dias, um mapa da região que teria que percorrer e roupas reservas fora alguns trocados para no caso alguma emergência. Ele também carregava uma espada bastante exótica, um sabre bastante enfeitado, era uma obra de arte, coberta com gemas e runas, a graça e estilo da arma nada combinavam com o dono.
         Algumas horas se passaram desde sua partida, o rapaz, cansado, encostou sob a sombra de uma árvore onde relaxou o corpo e procurou descansar, não demorou muito para começar a pensar sobre a família, porém, antes que pudesse ter o menor pensamento de arrependimento da escolha que fez, largou a mochila e a espada encostadas na árvore. Levantou-se e foi lavar o rosto no riacho que havia logo em frente.
         Quando voltou se espantou, pois nem sua mochila nem sua espada estavam no lugar onde ele havia deixado. Mesmo irritado pelo roubo Mune começou a procurar em todos os cantos, com ouvidos e olhos atentos, até finalmente encontrar uma trilha de suas roupas pelo chão, logo em seguida foram as comidas e as bebidas. A medida que seguia a trilha, sempre pegando os pertences do chão, a raiva e frustração do rapaz aumentavam cada vez mais, após algumas horas de rastreamento ele finalmente encontrou o ladrão: Um homem, que ironicamente estava muito melhor vestido do que o rapaz que acabava de roubar.

Ladrão: Só porcaria... Só mesmo essa espada e essa miséria de dinheiro... Droga... Hoje não rendeu coisa alguma!

Mune: Você podia pelo menos agradecer por ainda ter achado alguma coisa de valor.

Ladrão: O que você quer moleque? Melhor sair daqui ou vai levar a pior. - mostrava apontava uma faca para o rapaz.

Mune: Nem pensar. - respondeu com frieza confundindo até mesmo o ladrão visto que este estava armado e o garoto não. -  Essa mochila e essa espada são duas coisas que gosto muito, lembranças de família sabe?

Ladrão: E eu com isso? Você bobeou sabendo que aqui é um lugar bastante perigoso e se não sabia, problema teu! - estava querendo fugir, mas ao menor sinal de movimento o rapaz se movia junto.

Mune: Não pretendo deixar você sair correndo camarada, aliás, vai ser bem difícil correr com tralha na mão.

Ladrão: Você perdeu a noção do perigo garoto? Vou fazer um belo furo em você se não sair do meu caminho!

         Sem o menor aviso o ladrão jogou aquilo que considerava "tralha" e correu desesperadamente, quando ele achou que havia despistado aquele garoto insolente foi parado bruscamente com um violento soco na face. Ele se levantou o mais rápido que conseguiu, cambaleando feito um bêbado e soltou uma praga qualquer.

Mune: Fui criado nesse buraco e conheço bem tudo quanto é tipo de ladrão. E tenho certeza que você é um dos piores que eu já vi. - respondia massageando a mão que havia usado. - Você é tão amador que nem mesmo parece um ladrão.

Ladrão: S-seu moleque! - a resposta saiu meio mastigada devido ao soco. - Vai levar uma bela cicatriz pra cova!

         O ladrão só se deu conta que Mune estava armado nesse momento, quando terminava de se recuperar do soco que havia levado, e ele viu o rapaz com uma pose muito mais confiante e desafiadora do que antes e então se deu conta que no meio daquilo que ele havia considerado como "tralha" estava o sabre e um frio correu sua espinha.

Mune: Quero ver você tentar, vamos ver como age quando a outra parte consegue reagir a altura.

         Irritado o ladrão sacou novamente a faca e partiu para cima do garoto atacando de todas as formas que pôde, não cortou mais do que o ar e ficava espantado com a agilidade daquele moleque mesmo com ele carregando uma mochila cheia. Mune não retirou o sabre da bainha e atacou continuamente o ladrão com golpes rápidos nas pernas e nos braços e algumas vezes diretamente no rosto do ladrão, mas apesar da aparente confiança estava nervoso diante da situação e não sabia bem como reagir.          
         Diante do nervosismo Mune se descuidou e acabou levando uma facada de raspão no braço, foi o suficiente para ele atacar com mais agressividade acertando uma pancada em cheia no rosto do ladrão que caiu completamente desorientado. Ele até tentou reagir, mas mal conseguia se manter em pé e depois de vários golpes em vão ele parou devido ao cansaço e a tontura. O ladrão estava arquejante e exausto, seria fácil até mesmo para um rapaz de estatura esbelta como Mune derrubá-lo com um soco.

Mune: Ótimo agora o que eu faço com você? - ele olhava para o braço que sangrava um pouco.

Ladrão: ... Eu preciso...! - ainda sentado ele jogou as facas para longe e levou as mãos ao rosto e parecia chorar.

Mune: (O que é isso? Algum truque?) - desembainhou a espada e se aproximou do ladrão.

Ladrão: Vá em frente--Me mate de uma vez. - falou de cabeça baixa com a voz desolada.

Mune: Por que está fazendo isso? Você não é de nenhum bando por aqui, você não é nem ladrão, não é?

Ladrão: Eu preciso de dinheiro... Preciso...

Mune: É eu também preciso sabia, só que nem por isso saiu roubando os outros.

Ladrão: Você não entende? Eu preciso de dinheiro rápido!! Minha filha vai morrer se eu não comprar o remédio logo!

         Um pesado silêncio veio seguido dos gritos. Mune normalmente riria de algo tão ridículo, daria de ombros e seguiria seu caminho, mas por algum motivo, talvez pela tom desesperado em que o ladrão gritava, ele acreditou nele.
         O ladrão não reagiu mais, apenas ficou ajoelhado e cabisbaixo esperando que Mune fosse embora ou o matasse pelo que ele fez. Mas então algo rolou pelo chão e parou no joelho dele.

Mune: Fique com isso. - falou colocando a espada na bainha.

Ladrão: O-o que? Por que está me oferecendo isso?

Mune: Pega logo antes que eu resolva mudar de idéia!

O ladrão pegou a gema e após terminar o que pareceu um agradecimento aos céus agradeceu e se desculpou por toda a confusão que ele havia causado. Alguns minutos depois, após ele ajudar Mune a pegar e guardar os seus pertences o ladrão saiu correndo em direção a vila natal do rapaz, mas antes que ficasse fora de alcance Mune quis saber quem era aquele homem.

Mune: Ei, qual é o seu nome? - gritou o rapaz

Doyo: Meu nome é Doyo Careates! Obrigado por tudo rapaz! - respondeu com um tom de voz de satisfação e esperança.

         Mune apenas observou o homem correndo com toda agilidade que conseguia e sorriu, logo em seguida ele continuou andando rumo ao próximo destino, com a consciência leve. No caminho ele reparou que ele nem se preocupou em pegar a faca que ele havia usado para atacá-lo e reparou que ela bem feita, perfeita pra combate. Ele ficou pensativo por um momento e depois sorriu agora com mais confiança de que entregar algo tão valioso a um mero desconhecido talvez não tenha sido ingênuo ou precipitado.
Odisséia em Cinco Terras
Capítulo 1 - Presente

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AVISO: Contém palavras e expressões de baixo calão. Mais ou menos como qualquer coisa hoje em dia.
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